sábado, 29 de novembro de 2008

Depois da ausência, a presença...

Eis que surge um acontecimento importante:a neve que teima em cair sobre a cidade da Guarda, neste final do mês de Novembro.


BALADA DA NEVE


Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho…

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria…
Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho…

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança…

E descalcinhos, doridos…
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!…

Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.

Augusto Gil

domingo, 7 de setembro de 2008

Andando pela Serra da Estrela





Era uma vez um jovem pastor que vivia em Manteigas e que tinha um sonho: mudar a sua vida, construir uma pequena casa onde pudesse viver com a sua Idalina.
Horácio partiu à procura desse sonho. Lutou, sofreu e ao longo da sua caminhada cumpre outros objectivos a que se propôs.

De Manteigas parte para a Covilhã, de aprendiz passa a tecelão.
Entretanto cruza-se com Marreta, o velho sábio tecelão, a pessoa que mais acompanha Horácio desde a Fábrica da Carpinteira à Aldeia do Carvalho, é ele que lhe fala do futuro, um futuro risonho onde não há guerra, miséria, pobreza, escravidão...


A LÃ E A NEVE de Ferreira de Castro


Um romance a não perder, um livro para conhecer a Covilhã dos anos 40 onde, sobrevivendo às consequências da II Guerra Mundial, as fábricas produziam,produziam... onde os operários se juntavam aos domingos no Pelourinho e onde as Portas do Sol se tornou num lugar de reflexão...

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Festival Intercéltico

Situada no Concelho de Miranda do Douro, Sendim é uma vila localizada na região de Trás-os-Montes onde ainda se fala o Mirandês (a segunda Língua Oficial de Portugal).

Esta belíssima vila recebe o Festival Intercéltico há 9 anos.

Além de podermos desfrutar de uma fantástica paisagem, nesta zona do país, contemplamos o rio Douro enquanto linha divisória entre Portugal e Espanha, podemos ainda viver um ambiente de mistura de várias culturas, outros SONS (como a música celta)... tudo num só festival!!

Ficam aqui registados alguns desses momentos que três felizardas já tiveram o prazer de viver (imagens de Miranda do Douro e do Festival em Sendim).







E para os mais curiosos, uma sugestão: