Nunca são as coisas mais simples que aparecem
quando as esperamos. O que é mais simples,
como o amor, ou o mais evidente dos sorrisos, não se
encontra no curso previsível da vida. Porém, se
nos distraímos do calendário, ou se o acaso dos passos
nos empurrou para fora do caminho habitual,
então as coisas são outras. Nada do que se espera
transforma o que somos se não for isso:
um desvio no olhar; ou a mão que se demora
no teu ombro, forçando uma aproximação
dos lábios.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Poesia de Nuno Júdice
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Lisboa
Lisboa não é apenas a capital de um país… a sua importância advém de tempos longínquos em que se descobriu a verdadeira essência deste espaço mágico, apreciado e reconhecido por tantos e tantos homens e mulheres… Não subestimando outras cidades de igual importância, Lisboa tem mais encanto sobretudo quando se vive dentro ou perto dela algum tempo… Não admira estes recantos lisboetas sejam inspiradores de grandes poetas, escritores, cantores portugueses. Conhecer esta cidade está para além de visitar os monumentos considerados ex-líbris da cidade. A verdadeira cidade está nos pequenos espaços, nos pequenos miradouros, nas pequenas ruas, avenidas, jardins. Lisboa é mais literária ainda quando nos deixamos influenciar pela magia que esta dispõe e percebemos isso nos momentos que nos proporciona com os demais amigos com os quais nos cruzamos e que no-la apresentam.
Um bem-haja a todas as amigas que conheci em Lisboa e perto dela, que me mostraram uma Lisboa diferente, afinal não tão distante, nem inacessível, nem tão pouco incompreensível...
Pequeno altar junto à Rua da Achada :)
A caminho da Sé
Candidatura do Fado a Património Cultural Imaterial da Humanidade-UNESCO
Vista do Elevador de Santa Justa
Praça do Comércio
Ponte 25 de Abril
No Largo do Rato
Junto à Assembleia da República
A descer as Amoreiras
Jardim da Estrela
Basílica da Estrela
E agora.... um dos grandes poetas portugueses que se serviu durante anos da inspiração desta nossa capital. Aqui ficam algumas fotografias da casa que habitou, transformada agora em Casa de Fernando Pessoa.
Lugar cativo no Martinho da Arcada
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Manuel de Pina é o vencedor do Prémio Camões 2011
ESPLANADA (1991)
Naquele tempo falavas muito de perfeição,
da prosa dos versos irregulares
onde cantam os sentimentos irregulares.
Envelhecemos todos, tu, eu e a discussão,
agora lês saramagos & coisas assim
e eu já não fico a ouvir-te como antigamente
olhando as tuas pernas que subiam lentamente
até um sítio escuro dentro de mim.
O café agora é um banco, tu professora de liceu;
Bob Dylan encheu-se de dinheiro, o Che morreu.
Agora as tuas pernas são coisas úteis, andantes,
e não caminhos por andar como dantes.
Naquele tempo falavas muito de perfeição,
da prosa dos versos irregulares
onde cantam os sentimentos irregulares.
Envelhecemos todos, tu, eu e a discussão,
agora lês saramagos & coisas assim
e eu já não fico a ouvir-te como antigamente
olhando as tuas pernas que subiam lentamente
até um sítio escuro dentro de mim.
O café agora é um banco, tu professora de liceu;
Bob Dylan encheu-se de dinheiro, o Che morreu.
Agora as tuas pernas são coisas úteis, andantes,
e não caminhos por andar como dantes.
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