segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O que a Serra da Estrela tem de melhor

Para desfrutar a paisagem que nos envolve é necessário deixarmos o carro em casa e apreciar a natureza de outra maneira. A pensar no meio ambiente e no nosso bem-estar quer físico e psicológico uma escolha inteligente é a prática de BTT.
E esta é apenas uma visão, a minha. Devo esta motivação a três amantes da natureza e do BTT. Com eles aprendo, desfruto e divirto-me.



A caminho do Fragusto,



No Fragusto,





Ao longe, Belmonte




Ao fundo, o Skiparque, visto da Asinha







Os Cântaros: Raso, Gordo e Magro




O Vale Glaciar e Manteigas




Nas Penhas Douradas,





Mondeguinho,




O bom pão, o bom queijo e o bom presunto da Serra da Estrela... não é só fama :)




Vale do Rossim,




Ao fundo a Santinha




Pinhanços,



Folgosinho,




O Faraó,


A caminho de Videmonte,



O pôr-do-sol visto da Torre de Menagem da cidade da Guarda,


sábado, 3 de abril de 2010

Um funeral à chuva

Um filme que promete ou não relatasse a experiência vivida pelos Ubianos há 10 anos atrás. O tempo voa e há quem queira perpetuar e partilhar esta experiência de ser estudante da Ubi. Telmo Martins, o realizador, vai conseguir este feito.
Desde o argumento, à música e ao espaço seleccionado são todos ingredientes de um filme de grandes expectativas.

Atenção: Estará nos cinemas a partir do dia 3 de Junho.







Mais informações em:


http://www.umfuneralachuva.com/

sábado, 26 de setembro de 2009

A forma justa

Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos - se ninguém atraiçoasse - proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
- Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo

Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo


Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004)



Enquanto preparava formação e depois de folhear (e não desfolhar - palavra aplicada erradamente, pois ao manusear um livro com certeza que não tiramos as folhas) alguns manuais, livros, cadernos, deparei-me com este poema que me despertou a atenção.

No mundo em que vivemos em que sonhamos com a justiça, com a harmonia, com a tolerância, com a solidariedade, com a paz, conseguimos construir e imaginar um mundo melhor. Das ideias e das palavras, passar às atitudes nunca foi nem nunca será fácil. Cada ser humano tem responsabilidade no mundo, tem que ser capaz de o melhorar, caso contrário acomodamo-nos e atribuímos os acontecimentos não a nós, que nada fazemos, mas aos outros que fazem por nós!
E se virássemos já a página e se começássemos a escrever numa página em branco tal como o poeta? Se o poeta tem o dom da escrita e aí encontra a forma justa, tenho a certeza que cada um de nós encontra a forma justa em cada dia, apenas nos falta a atitude, a coragem de lutarmos por essa forma. Vivemos num mundo diferente daquele que sonhamos e serenamente assistimos no mundo real às injustiças sem nada fazer.